terça-feira, 26 de junho de 2012

Qualificação e defesa dos trabalhos do grupo de pesquisa

Convidamos a todos para participar de qualificação e defesa dos trabalhos do grupo de pesquisa “Surdez e abordagem bilíngue” sob orientação da professora Cristina Broglia Feitosa de Lacerda.

 A qualificação de quatro trabalhos acontecerá durante o mês de agosto. Agende:

DATA: dia 02 de agosto de 2012 as 9 horas.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
TÍTULO: O professor interlocutor na educação de surdos: compreendendo esta nova figura profissional
AUTOR: Maurem Alessandra Abreu dos Santos

Banca Examinadora de Qualificação será a composta por:
Profª. Drª. Cristina Broglia Feitosa de Lacerda (orientadora – PPGEE - UFSCAR)
Profª. Dra Juliane Aparecida de Paula Perez Campos  (PPGEE - UFSCAR)
Profª. Drª.  Ana Claudia Balieiro Lodi (USP – Ribeirão Preto)

DATA: dia 02 de agosto de 2012 as 14 horas.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
TÍTULO: “A atuação de intérpretes de língua de sinais na universidade: análise das estratégias adotadas no processo de mediação educacional”.
AUTOR: Vânia de Aquino Albres Santiago

Banca Examinadora de Qualificação será a composta por:
Profª. Drª. Cristina Broglia Feitosa de Lacerda (orientadora – PPGEE - UFSCAR)
Profª. Dr.  Dr. Valdemir Miotello (PPL - UFSCAR)
Profª. Drª.  Ana Claudia Balieiro Lodi (USP – Ribeirão Preto)

DATA: dia 23 de agosto de 2012 as 15 horas.
TESE DE DOUTORADO
TÍTULO: O professor de Língua Brasileira de Sinais frente à sua formação: o processo de aprender a ensinar uma língua viso-gestual.
AUTOR: Neiva de Aquino Albres

Banca Examinadora de Qualificação será a composta por:
Profª. Drª. Cristina Broglia Feitosa de Lacerda (orientadora – PPGEE - UFSCAR)
Profª. Drª.  Enicéia Goncalves Mendes (PPGEE - UFSCAR)
Profª. Drª.  Cristine Gorski Severo (PPL - UFSCAR)
Profª. Drª.  Ana Claudia Balieiro Lodi (USP – Ribeirão Preto)
Profª. Drª.  Audrei Gesser (UFSC)

DATA: dia 29 de agosto de 2012 as 9:30 horas.
TESE DE DOUTORADO
TÍTULO: O intérprete de Libras na educação inclusiva de surdos: o processo tradutório nas diferentes áreas de conhecimento.
AUTOR: Lara Ferreira dos Santos

Banca Examinadora de Qualificação será a composta por:
Profª. Drª. Cristina Broglia Feitosa de Lacerda (orientadora – PPGEE - UFSCAR)
Profª. Drª.  Maria Cecília R. de Góes (PPGE - UNIMEP)
Profª. Drª.  Maria Stella C.A. Gil (PPGEE - UFSCAR)
Profª. Drª.  Ana Claudia Balieiro Lodi (USP – Ribeirão Preto)
Profª. Drª.  Carmen Lúcia B. Passos (UFSCAR)


A defesa de trabalho será no final do mês. Agende:

DATA: dia 30 de agosto de 2012 as 13:30 horas.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
TÍTULO: A formação do Tradutor Intérprete de Língua Brasileira de Sinais do Sudeste Goiano
AUTOR: Uiara Vaz Jordão


Banca Examinadora de Qualificação será a composta por:
Profª. Drª. Cristina Broglia Feitosa de Lacerda (orientadora – PPGEE - UFSCAR)
Profª. Drª.  Enicéia Goncalves Mendes (PPGEE - UFSCAR)
Profª. Drª.  Dulcéria Tartuci (UFG/GO)


Local: Programa de Pós-graduação em Educação Especial
Centro de Educação e Ciências Humanas
Universidade Federal de São Carlos
Rod. Washington Luis, km 235 - São Carlos - SP - BR - CEP:13565-905
Tel/Fax: (16) 3351-8357 (16) 3351-8357, Tel: (16) 3351-8487 (16) 3351-8487   

Email: edufscee@ufscar.br

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Publicações brasileiras na perspectiva vigotskiana

Jefferson Mainardes e Angel Pino

A finalidade de incluí-lo aqui é a de oferecer ao leitor uma visão, mesmo incompleta, de trabalhos produzidos no Brasil em torno das idéias de Vigostki, o que dá uma leve idéia da sua penetração nos nossos meios.

1. Obras de Vigotski publicadas no Brasil:
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
VYGOTSKY, Lev S.; LURIA, Alexandr R.; LEONTIEV, Alexis N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem (coletânea de textos). São Paulo: Ícone, 1988.
VYGOTSKY, Lev S.; LEONTIEV, Alexis; LURIA, Alexandr R. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. São Paulo: Moraes, 1991.
VYGOTSKY, Lev S.; LURIA, Alexandr R. Estudos sobre a história do comportamento: o macaco, o primitivo e a criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
VYGOTSKY, Lev S. Teoria e método em psicologia. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
VIGOTSKI, Lev S. Psicologia da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
2. Obras de outros autores vinculados a Vigotski publicadas no Brasil:
ELKONIN, Daniil B. Psicologia do jogo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
LURIA. Aleksandr R. Fundamentos da neuropsicologia. São Paulo: Edusp, 1981.
LURIA, A. R.; YUDOVICH, F.I. Linguagem e desenvolvimento intelectual na criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
LURIA, Alexandr R. Pensamento e linguagem: as últimas conferências de Luria. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
LURIA, Alexandr R. Desenvolvimento cognitivo: seus fundamentos culturais e sociais. São Paulo: Ícone, 1990.
LURIA, Alexandr R. Curso de psicologia geral: introdução evolucionista à psicologia. vol. I. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
LURIA, Alexandr R. Curso de psicologia geral: sensações e percepção. vol. II. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
LURIA, Alexandr R. Curso de psicologia geral: atenção e memória. vol. III. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
LURIA, Alexandr R. Curso de psicologia geral: linguagem e pensamento. vol. IV. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
LURIA, Alexander R. A construção da mente. São Paulo: Ícone, 1992.
3. Livros na perspectiva vigotskiana:
BATISTA, João Batista (org.). Na perspectiva de Vygotsky. São Paulo: Quebra Nozes, Londrina: CEFIL, 1999.
BRAGA, Lucia W. Cognição e paralisia cerebral: Piaget e Vygotsky em questão. Salvador: Sarah Letras, 1995.
BEYER, Hugo Otto. O fazer psicopedagógico: a abordagem de Reuven Fuerstein a partir de Piaget e Vygotsky. Porto Alegre: Medicação, 1996.
CASTORINA, José Antonio; FERREIRO, Emilia; LERNER, Delia; OLIVEIRA, Marta K. de. Piaget-Vygotsky: novas contribuições para o debate. São Paulo: Ática, 1995.
DE CARLO, Marysia Mara R. do P. Se essa casa fosse nossa... instituições e processos de imaginação na Educação Especial. São Paulo: Plexus, 1999.
DUARTE, Newton. Educação escolar, teoria do cotidiano e Escola de Vigotski. Campinas: Autores Associados, 1996.
DUARTE, Newton. Vigotski e o "aprender a aprender": crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. Campinas: Autores associados, 2000.
FERREIRA, Sueli. Imaginação e linguagem no desenho da criança. Campinas: Papirus, 1998.
FONTANA, Roseli Aparecida C. Mediação pedagógica na sala de aula. Campinas: Autores Associados, 1996.
FREITAS, Maria Teresa de A. O pensamento de Vygotsky e Bakhtin no Brasil. Campinas: Papirus, 1994.
FREITAS, Maria Teresa de A. Vygotsky e Bakhtin – psicologia e educação: Um intertexto. São Paulo: Ática, 1994.
FREITAS, Maria Teresa de A. (org.). Narrativas de professores: Pesquisando leitura e escrita numa perspectiva sócio-histórica. Rio de Janeiro: Ravil, 1998.
FREITAS, Maria Teresa de A. (org.). Vygotsky – um século depois. Juiz de Fora: Editora da UFJF, 1998.
GÓES, Maria Cecília R. de; SMOLKA, Ana Luiza B. (orgs.). A significação nos espaços educacionais: Interação social e subjetivação. Campinas: Papirus, 1997.
JOBIM E SOUZA, Solange. Infância e linguagem: Benjamin, Vygotsky e Bakhtin. Campinas: Papirus, 1994.
KASSAR, Mônica de Carvalho M. Deficiência múltipla e educação no Brasil: Discurso e silêncio na história de sujeitos. Campinas: Autores Associados, 1999.
KRAMER, Sonia. Por entre as pedras: Arma e sonho na escola. São Paulo: Ática, 1993.
LACERDA, Cristina B. F. de. Inter-relação entre oralidade, desenho e escrita: O processo de construção do conhecimento. São Paulo: Robe/Cabral, 1995.
MACHADO, Andréa Horta. Aula de química: Discurso e conhecimento. Ijuí: Ed. da Unijuí, 2000.
MORATO, Edwiges Maria. Linguagem e cognição: As reflexões de L. S. Vygotsky sobre a ação reguladora da linguagem. São Paulo: Plexus, 1996.
MOURA, Tania Maria de Melo. A prática pedagógica dos alfabetizadores de jovens e adultos: Contribuições de Freire, Ferreiro e Vygotsky. Maceió: Edufal, 1999.
MOYSÉS, Lucia. Aplicações de Vygotsky à educação matemática. Campinas: Papirus, 1997.
PALANGANA, Isilda Campaner. Desenvolvimento e aprendizagem em Piaget e Vygotsky: A relevância do social. São Paulo: Plexus, 1994.
OLIVEIRA, Marta K. de, LA TAILLE,Yves, DANTAS, Heloysa. Piaget, Vygotsky e Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus Ed., 1992.
OLIVEIRA, Marta K. de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento – um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1993.
PADILHA, Anna Maria L. Possibilidades de histórias ao contrário ou como desencaminhar o aluno da classe especial. São Paulo: Plexus, 1997.
REGO, Teresa Cristina. Vygotsky – uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis: Vozes, 1995.
SMOLKA, Ana Luiza B., GÓES, Maria Cecília R. de (orgs.). A linguagem e o outro no espaço escolar: Vygotsky e a construção do conhecimento. Campinas: Papirus, 1993.
4. Capítulos de livros:
CARNEIRO, Maria Sylvia Cardoso. "A integração de alunos considerados especiais nas redes públicas de ensino – um olhar Vygotskyano". In: ABRAMOWICZ, Anete; MOLL, Jaqueline (orgs.). Para além do fracasso escolar. Campinas: Papirus, 1997. pp.127- 144.
CRUZ, Maria Nazaré da; SMOLKA, Ana Luiza B. "Gestos, palavras, objetos: Uma análise de possíveis configurações na dinâmica interativa". In: OLIVEIRA, Zilma de M. R. de (org.). A criança e seu desenvolvimento: perspectivas para se discutir a Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 1995, p.67-83.
FREITAS, Maria Teresa de A. "Nos textos de Bakhtin e Vygotsky: Um encontro possível". In: BRAIT, Beth (org.). Bakhtin: dialogismo e construção do sentido. Campinas: Ed. da Unicamp, 1997.
GÓES, Maria Cecília R. de; SMOLKA, Ana Luiza B. "A criança e a linguagem escrita: Considerações sobre a produção de textos". In: ALENCAR, Eunice S. de (org.). Novas contribuições da psicologia aos processos de ensino e aprendizagem. São Paulo: Cortez, 1992, pp. 51-70.
GONZALEZ REY, Fernando L. "Psicologia e educação: Desafios e projeções" In: RAYS, Oswaldo Alonso (org.). Trabalho pedagógico: realidades e perpectivas. Porto Alegre: Sulina, 1999.
HENRIQUES, Eda Maria. "O debate Piaget/Vygotsky: Uma contribuição para a questão do conhecimento na pré-escola". In: GARCIA, Regina Leite (org.). Revisitando a pré-escola. São Paulo: Cortez, 1997, pp. 108-122.
JOBIM E SOUZA, Solange. "Linguagem, consciência e ideologia: Conversas com Bakhtin e Vygotsky". In: OLIVEIRA, Zilma de M. R. de (org.). A criança e seu desenvolvimento: perspectivas para se discutir a Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 1995, pp. 11-29.
LANE, Silvia T. M.; CAMARGO, Denise de. "Contribuição de Vigotski para o estudo das emoções". In: LANE, Silvia T. M.; SAWAIA, Bader B. (orgs.). Novas veredas da psicologia social. São Paulo: Brasiliense EDUC, 1995, pp. 115-131.
MACHADO, Maria Lucia de A. "Educação infantil e sócio-interacionismo". In: OLIVEIRA, Zilma de M. R. de (org.). Educação infantil: muitos olhares. São Paulo: Cortez, 1994, pp. 25-49.
MORATO, Edwiges Maria. "A contribuição de Vygotsky para a pesquisa hoje: as relações entre linguagem e cognição e sua repercussão para a pesquisa lingüística". In: SMOLKA, Ana Luiza B. (org.). Centenário de nascimento de Piaget, Freinet, Vygotsky, Jakobson. Campinas: FE/Unicamp, 1998, pp. 77-92.
OLIVEIRA, Marta K. de. "Sobre diferenças individuais e diferenças culturais: O lugar da abordagem histórico-cultural". In: AQUINO, Julio G. (org.). Erro e fracasso na escola. São Paulo: Summus, 1997, pp. 45-61.
REGO, Teresa Cristina R. "A indisciplina e o processo educativo: Uma análise na perspectiva vygotskyana". In: AQUINO, Julio G. (org.). Erro e fracasso na escola. São Paulo: Summus, 1997, pp. 45-61.
ROJO, Roxane Helena R. "Contribuições do pensamento de Vygotsky para a pesquisa (em L.A.) hoje". In: SMOLKA, Ana Luiza B. (org.). Centenário de nascimento de Piaget, Freinet, Vygotsky, Jakobson. Campinas: FE/Unicamp, 1998, pp. 65-75.
SMOLKA, Ana Luiza B. "A atividade da leitura e o desenvolvimento das crianças". In: SMOLKA, Ana Luiza B.; SILVA, Ezequiel Teodoro da; BORDINI, Maria da Glória; ZILBERMAN, Regina. Leitura e desenvolvimento da linguagem. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1989, pp.23-41.
SMOLKA, Ana Luiza B. "Modos de inscrição das práticas cotidianas na memória coletiva e individual". In: ZACCUR, Edwiges (org.). A magia da linguagem. Rio de Janeiro: DP&A, 2000, pp. 75- 99.
5. Livros traduzidos:
BAQUERO, Ricardo. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
BRASLAVSKI, Berta. Escola e alfabetização. São Paulo: Ed. da Unesp, 1993.
DANIELS, Harry (org.). Vygotsky em foco: Pressupostos e desdobramentos. Campinas: Papirus, 1994.
GARNIER, Catherine; BEDNARZ, Nadine; ULANOVSKAYA, Irina (orgs.). Após Vygotsky e Piaget: Perspectivas social e construtivista, escolas russas e ocidental. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
LIPMAN, Matthew. Natasha: Diálogos vygotskianos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
MOLL, Luis C. Vygotsky e a educação: Implicações pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
RATNER, Carl. A psicologia sócio-histórica de Vygotsky: Aplicações contemporâneas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
VAN DER VEER, René & VALSINER, Jaan. Vygotsky: Uma síntese. São Paulo: Loyola, 1996.
WERTSH, James V.; DEL RIO, Pablo; ALVAREZ, Amelia. Estudos socioculturais da mente. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

6. Artigos de periódicos:

Veja mais em:
MAINARDES, Jefferson and PINO, Angel. Publicações brasileiras na perspectiva vigotskiana. Educ. Soc. [online]. 2000, vol.21, n.71, pp. 255-269. ISSN 0101-7330.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Carta aberta de doutores surdos ao ministro da Educação - 8 de junho de 2012

Foi publicada na última sexta-feira, dia 8 de junho de 2012, uma carta aberta escrita pelos sete primeiros doutores surdos brasileiros, que atuam nas áreas da Educação e da Linguística. A carta é destinada ao então ministro da Educação, o Sr. Aloízio Mercadante. Trata-se de um apelo ao "nosso direito de escolha da educação que melhor atende aos surdos brasileiros que têm a Libras como primeira língua".

 Faça o download da carta na íntegra por meio do link: http://www.mediafire.com/?3bt4813fawz8uc3

Símbolo de acessibilidade para a comunidade surda

Marca desenvolvida na UFMG identifica eventos e programas oferecidos na Língua Brasileira de Sinais

No entanto, de acordo com Cristiana Klimsa, também integrante do Núcleo da UFMG, foi verificado que inexistia símbolo nacional que indicasse acessibilidade em Libras, em eventos e programas. Marcas correlatas já são usadas em outros países, como Estados Unidos e Inglaterra, onde informam, por exemplo, a ocorrência de tradução e interpretação em língua de sinais.

O símbolo proposto pela UFMG se diferencia porque informa que o evento é transmitido em Libras por um surdo ou por ouvinte não surdo, fluente nessa língua – caso, por exemplo, do tradutor e intérprete para o português. A marca está disponível para download gratuito, junto com o manual de uso, no Portal UFMG: www.ufmg.br/marca/libras.
Mais informações pelo e-mail cedecom.libras@gmail.com.
 
O símbolo Acessível em Libras foi elaborado pelo Cedecom | UFMG, para facilitar a identificação de conteúdos disponíveis na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Com o foco na acessibilidade linguística por meio da Libras, o símbolo é utilizado para veicular conteúdo originalmente produzido na língua ou com tradução/interpretação para Libras a partir da Língua Portuguesa. No caso de tradução/interpretação, o conteúdo pode refletir transposição do Português para a Libras e vice-versa. Apesar de o símbolo priorizar a Língua Brasileira de Sinais, sua presença indica, na maioria dos casos, a utilização de, no mínimo, duas línguas que ficam envolvidas pelo processo tradutório. Ou seja, aponta para a presença do profissional tradutor e intérprete de/para Libras. O símbolo, no entanto, ao indicar um discurso em Libras, pode apresentar um interlocutor surdo ou um ouvinte com fluência na língua.

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM EDUCAÇÃO BILINGUE

O Instituto Nacional de Educação de Surdos tem o prazer de informar que de 3 a 20 de julho estarão abertas as inscrições para o Curso de Pós-graduação lato sensu Educação de surdos: uma perspectiva bilíngue em construção.
Folder, cartaz e filipeta de divulgação com as principais informações seguem em anexo e o edital (em português e em LIBRAS) pode ser acessado pelo site do INES (www.ines.gov.br) a partir de 13 de junho.

Agradeceria se puderem repassar a seus contatos.

Atenciosamente,

Departamento de Ensino Superior do INES
E-mail: desu@ines.gov.br
Tel: (21) 22052992 (21) 22857546 - Ramais 103 e 104
Mais informações: http://www.ines.gov.br/ensinosuperior/Paginas/cursoposgraduacaolatosensu.aspx

domingo, 17 de junho de 2012

Conferência - Difusão e atualidade do legado de Lev S. Vigotski: contribuições de Pablo del Río

Conferência - Difusão e atualidade do legado de Lev S. Vigotski: contribuições de Pablo del Río(14/8/2012)

local do evento: Auditório A do CEPEUSP, 14h30min às 17h





Trata-se de encontro com o renomado Professor Pablo del Río Pereda, da Faculdade de Humanidades, Comunicação e Documentação da Universidade Carlos III de Madri, editor e revisor (em conjunto com Amelia Álvarez) da Coleção "Obras Escogidas" de Lev S. Vigotski, Presidente da Fundación Infância y Aprendizaje (FIA), instituição responsável pela publicação dos periódicos "Infancia y Aprendizaje" e "Cultura y Educación".

mais informações: http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/eventos/detalhado.asp?num=954

Página do professor:

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cursos técnicos

Resolução_4_06.06.2012_CNCT

Pessoal,

Dia 06 de junho foi aprovada a Resolução do CNE com a inserção dos cursos:
 
-  Curso Técnico em Tradução e Interpretação de Libras (1.200 horas),
- Curso de Técnico em produção de materiais didáticos bilingues libras/ língua portuguesa (1.200 horas),
dentre outros cursos técnicos.
Resolução_4_06.06.2012_CNCT

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Votação do Plano Nacional de Educação - PNE 2011 -2020.

29 de maio de 2012



DEZ ANOS DA LEI DE LIBRAS - Lei 10.436


No dia 24 de abril comemoramos dez anos da Lei 10.436, que estabeleceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua nacional dos surdos. O Decreto 5.626/2005 traçou diretrizes para a execução de uma educação bilíngue.
Dez anos do reconhecimento da Libras se passou.
Muitas ações foram realizadas.
Em âmbito do poder público, a promoção do curso Letras Libras (licenciatura e bacharelado) e a execução do Prolibras (cerificação de proficiência) foram avanços.
Todavia, muitos alunos surdos continuam incluidos em escolas destinadas a alunos ouvintes sem qualquer serviço diferenciado, sem acesso aos conteudos escolares por meio da Libras, sem um ensino de Português adequado, em sua modalidade escrita, sem um programa de Educação bilíngue.
No ano de 2011 sofreram as estratégias da política educacional de fechamento das poucas escolas de surdos que ainda existem.
Atualmente há um forte movimento social em defesa da Escola bilíngue de Surdos! Um espaço linguístico favorável ao pleno desenvolvimento das capacidades cognitivas, sociais e afetivas dos alunos surdos.
Decreto Decreto 5.626/2005 prevê que os surdos sejam incluídos no sistema educacional sob duas formas: na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental, em classes e escolas bilíngues que têm a Libras como primeira língua e o Português escrito como segunda língua, devendo os professores serem bilíngues; e, nos anos finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação profissional, em escolas bilíngues ou em escolas comuns da rede regular de ensino – nesse caso, porém, as escolas devem oferecer intérpretes de Libras e as adaptações curriculares necessárias.
Para a execução faltam professores e instrutores de Libras, faltam intérpretes de libras, faltam professores bilíngues, faltam unidades escolares preparadas para o atendimento de alunos surdos.
As universidades públicas têm muito a fazer pela formação dos profissionais de uma educação bilíngue para surdos, as secretarias municipais e estaduais de educação tem muito a fazer para organização e execução de uma educação bilíngue para surdos.
Dez anos se passaram...... Quando teremos uma educação bilíngue para surdos?

II Seminário Nacional de Educação Especial - 2012

II SEMINÁRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
XIII SEMINÁRIO CAPIXABA DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA

TEMA: A EDUCAÇÃO ESPECIAL NO CENÁRIO EDUCACIONAL BRASILEIRO: INDÍCIOS, REGISTROS E PRÁTICAS DE INCLUSÃO
14, 15 e 16 de agosto de 2012
Local: Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória/ES
Limite de vagas: 1.000 vagas

SIELP – Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa 2012


O SIELP – Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa - tem por objetivo promover uma reflexão em torno do ensino de Língua Portuguesa, configurando-se como mais um espaço de discussão e circulação de ideias e trabalhos que fundamentam as principais linhas de pesquisa que compõem as áreas desse ensino.

O Simpósio terá dois grupos temáticos sobre surdez, linguagem e educação.

Educação bilingue para surdos: o ensino de língua portuguesa como segunda língua
Coordenador(es): FLAVIANE REIS

Ensino da língua portuguesa para alunos surdos
Coordenador(es): MARIA CRISTINA DA CUNHA PEREIRA / SUELI DE FÁTIMA FERNANDES

Maiores informações: http://www.ileel.ufu.br/sielp/apresentacao.asp

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tradução de texto de Vigotski

A defectologia e o estudo do desenvolvimento e da educação da criança anormal
Lev Semionovitch Vigotski

http://www.scielo.br/pdf/ep/v37n4/a12v37n4.pdf




Este artigo, inédito no Brasil, foi traduzido diretamente do russo por Denise Regina Sales, Marta Kohl de Oliveira e Priscila Nascimento Marques, que constituem um grupo de tradução dedicado às obras de Vigotski. O texto original (VIGOTSKI, L. S. Defektologuia i utchenie o razvitii i vospitanii
nenormálnogo rebionka. In: Problemi defektologuii [Problemas de defectologia]. Moscou: Prosveschenie, 1995. p. 451-458.) tem sua data de produção desconhecida, mas provavelmente foi escrito entre 1924 e 1931. Sua primeira publicação data de 1983, no quinto volume das Obras escolhidas, em russo (VIGOTSKI, L. S. Obras escolhidas. t. 5. Moscou: Pedagoguika, 1983. p. 166-173); posteriormente, o texto foi publicado nas traduções feitas na Espanha (1997) e nos Estados Unidos (1993). Os termos defectologia e criança anormal, utilizados no título e ao longo do artigo, foram mantidos na presente tradução por corresponderem à terminologia utilizada no início do século XX, quando Vigotski produziu seus textos. Atualmente, seriam equivalentes às expressões deficiência e educação especial e criança com deficiência, respectivamente. Além do interesse histórico e da
indiscutível relevância de fazer traduções diretas da obra vigotskiana, destaca-se neste artigo a postulação do desenvolvimento como um percurso tortuoso, atravessado por rupturas e conflitos, e a tese central do autor de que caminhos indiretos de desenvolvimento são possibilitados pela cultura quando o caminho direto está impedido. Isso teria especial importância no caso das crianças com deficiência. O desenvolvimento cultural seria, assim, a principal esfera em que é possível compensar a deficiência.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Educação bilíngue: produção de glossário de sinais da área educacional (português/libras)

EDUCAÇÃO BILÍNGUE: PRODUÇÃO DE GLOSSÁRIO DE SINAIS DA ÁREA EDUCACIONAL (PORTUGUÊS/LIBRAS)

Neiva de Aquino Albres
Sylvia Lia Grespan Neves
RESUMO:
O reconhecido da Libras pelo decreto Federal Brasileiro n. 5.626/05 e da comunidade surda como uma minoria linguística ocasiona a inclusão da Libras em espaços educacionais e o fortalecimento de discursos e políticas voltadas para uma educação bilíngue para surdos. Recentemente a produção de materiais pedagógicos bilíngues (Libras/português) como livros de literatura infantil e livros didáticos são foco de editoras e instituições especializadas. A Libras sofre o fenômeno de ampliação de seu léxico pela necessidade de aplicação da mesma na educação, sendo a Libras língua de mediação para a aprendizagem. Este tipo de linguagem é denominado em Terminologia como linguagem de especialidade, a qual é composta por termos específicos de determinada área do conhecimento. As terminologias científicas são sistemas classificatórios baseados em modelos científicos e oriundos da estruturação do conhecimento em modelos conceptuais por meio dos quais se organiza cada uma das ciências. O léxico se relaciona com a cognição da realidade e com o processo de nomeação que se cristaliza em palavras e termos, no caso da Libras, em sinais ou expressões. O universo conceptual de uma língua pode ser descrito como um sistema ordenado e estruturado de categorias. A metodologia aplicada foi a análise do processo de construção de trabalho de pesquisa de terminologia voltada para o campo educacional e análise do material (glossário de Libras) construído pela FENEIS em 2010.  São 500 sinais que se referem a termos empregados em componentes curriculares como: português, literatura, matemática, ciências, história, geografia, educação física, artes e informática. Material este destinado ao aperfeiçoamento de professores bilíngues para o trabalho na educação de surdos. Constatamos que a metodologia utilizada para o desenvolvimento de uma pesquisa terminológica temática teve como base os materiais didáticos das respectivas disciplinas destinadas ao ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) e discussão com equipe de 6 professores de surdos (5 surdos e 1 ouvinte). Após essa discussão, procederam à produção de um vocabulário terminológico dos termos fundamentais desse domínio. Partindo da análise desse corpus e utilizando a memória e intuição do grupo, foram registrados os termos que tinham sinais e um glossário terminológico foi produzido. Consideramos que faltou a produção de um mapa conceptual no processo de produção do material, visto que os conceitos se interrelacionam lógica e ontologicamente. Faltou também o registro em vídeo, pois como material seria impresso os autores optaram pela foto e sobreposição com símbolos da escrita de sinais para indicar os movimentos dos sinais.
Palavra-chaves: Terminologia ; Lexicografia ; Elaboração de glossário; Unidades lexicais; material bilíngue.

fonte: Apresentação de pôster no II Congresso Iberamericano de Educação Bilíngue Para Surdos, entre 24 e 28 de abril em Assunção, no Paraguai.

Educação Inclusiva Bilíngue para surdos e ouvintes


Educação Inclusiva Bilíngue para surdos e ouvintes: Uma escola em construção

Cristina B. F. de Lacerda (UFSCAR)

Vanessa Regina de Oliveira Martins  (UNICAMP/PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS)

Luana Martins (PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS)


RESUMO
O presente trabalho objetiva compartilhar alguns desdobramentos, positivos e negativos, no percurso de quatro anos de desenvolvimento de um projeto de educação inclusiva bilíngue para alunos surdos na Rede Municipal de Campinas /São Paulo. O projeto iniciado em 2008, a cada ano vem ganhando novos participantes, novas formas de trabalho, o que reverbera na qualidade das práticas escolares, na melhor qualificação docente – favorecendo, assim, a formação da equipe escolar em questão. Além da vasta preocupação com a formação dos profissionais envolvidos, o projeto conta com o desenvolvimento de material que proponha uma educação bilíngue, bem como, ações coletivas (de toda a equipe que participa da composição da escola Pólo bilíngue: intérpretes de língua de brasileira de sinais, professores bilíngues, instrutores surdos, assessoria pedagógica e de pesquisa, entre outros) que priorizem o fazer de uma escola regular, um espaço que seja, de fato, local de aprendizagens para alunos surdos e ouvintes.  Tal projeto conquistou uma dimensão importante na composição do setor de educação (ou educação especial) da Rede Municipal de Campinas. Atuando como professoras bilíngues desde 2009, nossa proposta em tal apresentação é de compartilhar os fazeres de uma sala multiseriada de surdos (I e II ciclo da ensino fundamental), no que temos chamado de construção coletiva e singularizada, nos processos de aprendizagens dos alunos surdos. Nosso foco neste trabalho se fará em alguns recortes selecionados e analisados dos vários acontecimentos neste cotidiano escolar. A análise será sobre o desenvolvimento lingüístico, em Libras e Português, de alguns alunos surdos que compõem o grupo de estudantes desta escola, em especial, da sala de aula que tem a Libras (Língua Brasileira de Sinais) como língua de instrução. Faremos algumas análises do processo de constituição da língua de sinais nestes alunos, no decorrer de três anos deste projeto, bem como apresentaremos algumas propostas de atividades práticas já desenvolvidas. Nosso intuito é de argumentar a significativa presença da língua de sinais na construção da segunda língua, no caso da língua portuguesa, e em todas as demais disciplinas escolares. Mais que isso, mostrar a necessária constituição do processo das relações escolares perpassadas pela Libras. Ou seja, quanto mais o aluno interiorizar em si a Libras, e a vê como capital simbólico em sua escola, como uma língua que é usada nas práticas cotidianas, maior o sentimento de pertença do grupo, o que repercute positivamente em sua aprendizagem. Todos estes processos de constituição deste “si surdo em Libras”, e suas relações com o entorno escolar, são de extrema relevância, interferindo, positivamente, na aprendizagem da língua portuguesa. Assim, adiantamos que a sala língua de instrução Libras, nas séries iniciais, possibilita uma maior rapidez na aquisição da Libras, e, evidentemente, uma importância fundamental na construção dos conhecimentos e conteúdos curriculares. Para isso a Libras de fato deve ser a língua de mediação dos conhecimentos, configurando um espaço de letramento visual para os alunos surdos ainda que no contexto da educação inclusiva bilíngue.

Fonte: Comunicação oral apresentada no II Congresso Iberamericano de Educação Bilíngue Para Surdos, 24 e 28 de abril em Assunção, no Paraguai.

A prática pedagógica mediada pela Língua Brasileira de Sinais na Educação infantil


A prática pedagógica mediada pela Língua Brasileira de Sinais na Educação infantil: desafios para a implementação de uma proposta educacional bilíngüe



Diléia Aparecida Martins

e-mail: dileiamartins@hotmail.com


Resumo:
O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta educacional bilíngüe desenvolvida no município de Campinas, interior de São Paulo, Brasil no ano de 2010. Reflete a prática pedagógica mediada pela Língua Brasileira de Sinais - Libras e sua importância para a formação social e educacional do sujeito surdo. Para a fundamentação teórico-metodológica, apropria-se de estudos em Teoria do Currículo (GOODSON, 2005) refletindo-o enquanto espaço de produção cultural, disseminação do conhecimento e formação social do educando. Considera-se ainda os estudos sobre a linguagem remetendo-se a Bakhtin (2006), na compreensão de que a língua é mais que objeto abstrato ideal sendo a enunciação e o discurso fundamentados na estrutura social. Nesse sentido, a comunicação e a língua implicam conflitos de classe, no interior do sistema em que está inserida existindo relações de dominação e a utilização da língua como instrumento ideológico. Ao refletir as implicações de tais conceitos a educação de surdos questiona-se a forma com que a Libras tem sido inserida da escola regular de educação infantil, problematizando questões referentes ao currículo e a Libras. Segundo Quadros (2006), como a língua de sinais é uma experiência lingüística visual, ocorre um choque entre uma proposta educacional oralista praticada por um longo período e o bilingüismo enquanto uma proposta em processo de iniciação. No Brasil, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, a educação infantil caracteriza-se como uma etapa da educação básica, em que a criança tem a oportunidade, de internalizar a cultura e identidade surda através do domínio da língua de sinais (GOLDFELD, 1997).
Palavra-chave: Educação Infantil; Educação Bilíngüe; Língua de Sinais.

Fonte: Comunicação oral apresentada no II Congresso Iberamericano de Educação Bilíngue Para Surdos, entre 24 e 28 de abril em Assunção, no Paraguai.

A língua escrita na escola


A língua escrita na escola. A obstinação pedagógica. A leitura e a escrita ocupando o vazio deixado pela língua oral;

Texto derivado da Dissertação de Mestrado

Pesquisadora: Claudia Regina Vieira
Orientadora: Profa. Dra. Maria Cecília Rafael de Góes

Educação de surdos: problematizando a questão bilíngue no contexto da escola inclusiva

RESUMO

O interesse deste trabalho foi investigar o que vem ocorrendo em nome de duas grandes diretrizes atuais da educação – a escola inclusiva e a proposta bilíngüe para surdos. Nessa direção realizamos uma pesquisa com o objetivo de analisar os modos como a Língua Portuguesa e a Libras (Língua Brasileira de Sinais) estão implicadas nas atividades desenvolvidas por alunos surdos matriculados em classe comum da escola regular, no ensino fundamental. O estudo de campo foi feito em duas escolas de um município da Grande São Paulo. Como apenas a Língua Portuguesa era utilizada nas classes regulares e não havia intérprete, pusemos o foco nas atividades das salas de recursos. Os procedimentos abrangeram a observação dessas duas salas e entrevistas com as professoras responsáveis. Durante um semestre letivo foram observados quatro alunos surdos (dois de cada escola) durante atividades individuais: três garotas, uma do 5º. ano e duas do 7º. ano, e um garoto do 6º. ano. As análises mostram que a Libras não é usada também nas salas de recursos, ou seja, ela não está presente em nenhum espaço das duas escolas. As professoras recorrem apenas aos sinais como acessório ou ferramenta (e por vezes usados de forma confusa) para o ensino da Língua Portuguesa. Já o trabalho com essa língua é assumido como o principal objetivo do ensino nesse espaço, e os esforços, na leitura e escrita, são geralmente direcionados para a ampliação do vocabulário, valorizando-se habilidades de memorização, de cópia e até de decodificação oral. Esses achados indicam que o processo ensino-aprendizagem é baseado em atividades monolíngues e só adquire uma aparência bilíngue pela presença de sinais. Portanto, da perspectiva da instituição, o monolinguismo permanece como posição político-ideológica, mas, da perspectiva do aluno, as condições de ensino não promovem um acesso efetivo à Língua Portuguesa. Considerando que nada é oferecido também para o desenvolvimento da Libras, a experiência escolar desse aluno torna-se marcadamente empobrecida. As políticas públicas, o debate acadêmico e as concepções de professores, a despeito de divergências e contradições existentes, têm projetado mudanças significativas na educação de surdos. No entanto, os resultados deste estudo trazem uma amostra das ações educacionais concretizadas em escolas inclusivas - uma realidade ainda muito distante daquelas projeções e das reivindicações da comunidade de surdos.

Palavras-chave: educação de surdos; abordagem bilíngüe; educação inclusiva

 Fonte: comunicação oral apresentada no II Congresso Iberamericano de Educação Bilíngue Para Surdos, que acontecerá entre 24 e 28 de abril em Assunção, no Paraguai.

sábado, 5 de maio de 2012

Livro: Políticas: ficção & realidades

Autora: Nídia Limeira de Sá

 

IV Fórum Internacional de Pedagogia(IV FIPED)

 
IV Fórum Internacional de Pedagogia(IV FIPED)
A pesquisa na graduação: emancipação humana, práxis docente, trabalho e educação

Tem grupo de Trabalho específico:
(GT) - 06 - METODOLOGIA E RECURSOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS E MIDIÁTICOS PARA O ENSINO DA PESSOA SURDA
Proponentes: JOSÉ FLÁVIO DA PAZ 
Ementa: POR UMA EDUCAÇÃO DE SURDOS COM BASE NO BILINGüISMO E NAS EXPERIÊNCIAS VISUAIS, DESDE A EDUCAÇÃO INFANTIL; ENSINO FUNDAMENTAL; ENSINO MÉDIO E ENSINO PROFISSIONALIZANTE. PENSAREMOS O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO DE SURDOS NO BRASIL E PROPOREMOS UM ENSINO PARA EDUCAÇÃO DE SURDOS COM ENFOQUE NAS EXPERIÊNCIAS VISUAIS COM PRECEITOS DIDÁTICOS E DINÂMICOS NA AULA COM SURDOS E OUVINTES. POSSIBILITAR EXPERIÊNCIAS ATRAVÉS DOS RECURSOS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E DA MÍDIA (ESCRITA, FALADA) TANTO PARA A COMUNICAÇÃO EM LIBRAS COMO PARA TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE LIBRAS/PORTUGUÊS. OBJETIVA-SE AINDA, OPORTUNIZAR A AMPLIAÇÃO E A EXPLORAÇÃO DAS POSSIBILIDADES DOS RECURSOS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E DA MÍDIA (TELEVISIONADA, RADIOCOMUNICADA, FILMADA) TANTO PARA A COMUNICAÇÃO EM LIBRAS COMO PARA TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE LIBRAS/PORTUGUÊS E A INSTRUÇÃO DA PESSOA SURDA.

http://www.fipedbrasil.com.br/index.php

sábado, 21 de abril de 2012

MANIFESTAÇÃO EM FAVOR DA EDUCAÇÃO E CULTURA SURDA - 2012


 MANIFESTAÇÃO EM FAVOR DA EDUCAÇÃO E CULTURA SURDA em Brasília.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A DIFÍCIL TAREFA DE PROMOVER UMA INCLUSÃO ESCOLAR BILÍNGÜE PARA ALUNOS SURDOS





Uma das discussões centrais na área de educação decorre da atual política nacional de educação que preconiza
educação inclusiva, ou seja, aquela organizada para atender a todos. Todavia, para a obtenção de bons resultados educacionais no que se refere à criança surda, suas condições lingüística e cultural devem ser necessariamente contempladas. No entanto, não é isso que ocorre com freqüência nas escolas. As crianças surdas, de forma geral, não tem tido seu direito à educação respeitado, pois devido à sua dificuldade de acesso à língua utilizada pela maioria, ficam alijadas dos processos de ensino-aprendizagem; como conseqüência, após anos de escolarização, é comum estas não apresentarem um domínio mínimo dos conceitos e conteúdos ministrados, necessários ao seu desenvolvimento e à sua adequada inserção social.


Entendemos, assim, que apenas por meio da educação bilíngüe os surdos terão possibilidade de uma educação que os respeite em sua particularidade/especificidade lingüística e, portanto, a única que permitirá um agir social de forma autônoma a partir de uma formação digna e de respeito à sua diversidade.

Fonte: LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de e LODI, Ana Claudia Balieiro
GT: Educação Especial / n.15
Agência Financiadora: CNPq

Texto para ANPED



MPF ABRE INQUÉRITO CIVIL SOBRE A POLÍTICA DA SECADI/MEC PARA OS SURDOS


DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO: MPF ABRE INQUÉRITO CIVIL SOBRE A POLÍTICA DA SECADI/MEC PARA OS SURDOS.

PORTARIA Nº 9, DE 30 DE MARÇO DE 2012
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República signatário, no exercício das atribuições constitucionais conferidas pelo art. 129 da Constituição da República, e:

... a) considerando o rol de atribuições elencadas nos arts. 127 e 129 da Constituição Federal;

b) considerando a incumbência prevista no art. 6º, VII, b, e art. 7º, inciso I, da Lei Complementar nº 75/93;

c) considerando que o objeto do presente procedimento se insere no rol de atribuições do Ministério Público Federal;

d) considerando o disposto na Resolução nº 23, de 17 de setembro de 2007, do Conselho Nacional do Ministério Público;

Instauro o presente INQUÉRITO CIVIL, tendo por objeto, nos termos do art. 4º da Resolução nº 23/2007 do CNMP, a apuração do(s) fato(s) abaixo especificado(s):

POSSÍVEL(IS) RESPONSÁVEL(IS): Ministério da Educação

RESUMO: Apurar possível falta de políticas públicas voltadas aos surdos falantes da língua de sinais brasileira (libras), por parte da Secretaria de Alfabetização, diversidade e inclusão do Ministério da Educação.

Autue-se a presente portaria e o procedimento administrativo que a acompanha como inquérito civil.

Após os registros de praxe, publique-se e comunique-se esta instauração à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, para os fins previstos nos arts. 4º, VI, e 7º, § 2º, I e II, da Resolução n.º 23/2007 do Conselho Nacional do Ministério Público.

PABLO COUTINHO BARRETO

quinta-feira, 19 de abril de 2012

XI Congresso Latino Americano de Educação Bilingue para Surdos - Peru - 2012

TEMÁTICO PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHO
Líneas Temáticas del Congreso:
Intervención Temprana
Modalidades de educación bilingüe
Tema de la familia: Sorda y Sorda/Oyente
Tecnología en la sociedad sorda
Estudios lingüisticos de las Lenguas de Señas

http://xiclebs2012.blogspot.com.br/

II Congresso Iberamericano de Educação Bilíngue Para Surdos - 2012

II Congresso Iberamericano de Educação Bilíngue Para Surdos, que acontecerá entre 24 e 28 de abril em Assunção, no Paraguai.


CONVIDADOS CONFIRMADOS:


  • KRISTINA SVARTHOLM (Suécia)
  • CARLOS SÁNCHEZ (Venezuela)
  • PEPI CEDILLO (Surda, Espanha)
  • ANA LODI (Brasil)
  • PILAR FERNÁNDEZ VIADER (Espanha)
  • ROBERT JOHNSON (USA)
  • BENOIT VIROLE (França)
  • PAULA BOTELHO (Brasil)
  • MERCEDES OBREGÓN (México)
  • SILVANA VEINBERG (Argentina)
  • BORIS FRIDMAN (México)
  • LEONARDO PELUSO (Uruguai)
  • ROCÍO CABEZAS (Equador)

ÁREAS TEMÁTICAS:
A) O MODELO BILÍNGUE: UM FRACASSO NÃO
ANUNCIADO
1. O modelo bilíngue na teoria e na prática (1987 – 2012). Expectativas e frustrações;
2. O desenvolvimento de linguagem e a inteligência nas crianças surdas privadas de
uma língua natural; 3. Exceções e paradoxos. Os surdos “exitosos”, a
língua oral e a resiliência.

B) A LÍNGUA ESCRITA: A SEGUNDA PERNA DO
MODELO QUE CONTINUA MANCA
1. Aprender a ler em um sistema alfabético: missão impossível? Alfabetização, consciência
fonológica, letramento;
2. A língua escrita na sociedade. Telefonia celular e Internet: o que os surdos leem e o que não
leem?
3. A língua escrita na escola. A obstinação pedagógica. A leitura e a escrita ocupando o
vazio deixado pela língua oral;
4. Por que os surdos “devem” aprender a ler?
5. Leitura informativa e leitura formativa. A dimensão literária e o pensamento metafórico.

C) A LÍNGUA DE SINAIS: PASSADO, PRESENTE E
FUTURO
1. A língua de sinais: inacessível aos ouvintes?
2. A comunicação com ouvintes: quem tem interesse em falar com os surdos?
3. A interpretação: comédia ou martírio?
4. O status atual das línguas de sinais: quem, onde e quando ela é usada? E de que se fala?
5. A língua de sinais: uma língua ameaçada de extinção?

D) A COMUNIDADE DE SURDOS
1. A incapacidade: alternativa “ouvintista” à concepção socioantropológica da surdez?
(1a) A negação da diferença: “Os surdos podem fazer qualquer coisa, menos ouvir”;
(1b) A negação da diferença: surdos, cegos, deficientes físicos e deficientes mentais: todos
juntos ao seio benevolente da “incapacidade”; 2. A comunidade de surdos: uma comunidade de
não capacitados?
3. Etnicidade e surdez: um povo fictício sem território e sem história? Ou uma nação que
defende sua língua e sua cultura como luta por sua sobrevivência?
4. Os membros da comunidade (4a) Surdos x surdos: separados pela cultura? (4b) Os CODAs: membros natos ou intrusos dissimulados?
(4c) Os hipoacúsicos: sorte ou desgraça?
(4d) A hipoacusia: realidade sociocultural ou constructo clínico? O que entendem e o que
não entendem os hipoacúsicos? O desenvolvimento de linguagem dos
hipoacúsicos na língua oral.

E) OS SURDOS FRENTE AO SEU DESTINO
1. Um mundo sem surdos? O sonho eugênico de Alexander G. Bell;
2. A inclusão escolar;
3.Os implantes cocleares;
4. A manipulação genética;
5. O sentido da luta pela causa dos surdos;
6. Pela emancipação dos surdos!

Para maiores informações acesse a página do evento no Facebook (aqui).

Jornada de Educação Especial - UNESP/2008

Maurem A. Abreu dos Santos

Apresentação de poster na Unesp _ Jornada de Educação Especial- em maio/2008 -
 "A realidade de alunos no contexto de sala de aula na educação infantil"

III Encontro-Serviço de apoio pedagógico especializado - 2009


Maurem A. Abreu dos Santos
Apresentação de poster na Usp - em maio/2009 - "A sala de recursos no contexto da formação de professores em HTCs: subsídios para a educação de surdos."

III Encontro-Serviço de apoio pedagógico especializado: contribuições para a educação inclusiva, na Feusp - USP. maio de 2009.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Câmara aprova criação do Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais - 2012

Leonardo Prado
Gabriel Guimarães
Guimarães retirou do texto a obrigatoriedade de entidades realizarem eventos na data.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (17), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 6428/09, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que institui o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), a ser celebrado anualmente no dia 24 de abril.
O relator, deputado Gabriel Guimarães (PT-MG) defendeu a constitucionalidade da proposta. Ele retirou, no entanto, o dispositivo do texto original que obrigava entidades públicas e privadas a promoverem, nessa data, eventos com a finalidade de valorizar a conquista da liberdade de expressão gesto-visual das pessoas surdas. "Isso violaria o princípio da separação dos poderes, que é uma cláusula pétrea", explicou o relator.

O projeto segue agora para o Senado, exceto se houver recurso para que seja votado pelo Plenário da Câmara.
* Matéria atualizada às 18h12.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITOS-HUMANOS/414901-CAMARA-APROVA-CRIACAO-DO-DIA-NACIONAL-DA-LINGUA-BRASILEIRA-DE-SINAIS.html

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Reestruturação das Escolas Especiais de São Paulo (rede municipal) - 2011 e 2012

Foto: Bruna Ancheschi

Em novembro de 2011, a Prefeitura de São Paulo deu mais um passo importante no sentido de fazer da escola um lugar onde todos possam aprender bem, independente de suas necessidades educacionais. Foi assinado um decreto que institui as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) na capital paulista, transformando as seis escolas de Educação Especial (EMEE) em espaços onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) será a primeira língua, oferecendo aos surdos toda a estrutura necessária para que eles possam ter acesso a todo conteúdo de forma adequada, e possam vivenciar plenamente a cultura surda.
A língua de sinais é a base da constituição dos sujeitos surdos e, ao ser assumida nos espaços educacionais para a instrução e comunicação, o desenvolvimento e desempenho dos alunos são significativamente melhores. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Educação começou a planejar em 2007 a reestruturação das EMEEs, tendo como foco a organização curricular na perspectiva bilíngue, com produção de material pedagógico específico – entre eles as Orientações Curriculares e Expectativas de Aprendizagem em Libras e em Língua Portuguesa para Pessoa Surda –, formação dos profissionais e definição de novos critérios de avaliação.

As novas Escolas Bilíngues contarão com professores especialistas, Instrutores de Libras que ensinarão a língua de sinais para alunos, professores, pais e comunidade, e Intérpretes e Guia Intérpretes de Libras que mediarão a comunicação. Além disso, como a Educação Bilíngüe é baseada também na Pedagogia Visual, a Secretaria investe na aquisição de recursos que favorecem a ‘visualidade’ das atividades, como câmeras de filmagem e aparelhos multimídia e de projeção.

Quase 1,3 mil estão matriculados nas escolas que passam a ser bilíngues, entre eles crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez, surdez com outras deficiências associadas e surdocegueira. A opção pelo tipo de atendimento continua sendo da família, que poderá matricular o aluno em uma Escola Bilíngue, em uma Escola-Pólo – que é uma escola regular, inclusiva bilíngüe, que contará com a mesma estrutura para o atendimento ao surdo, e continuará atendendo também alunos ouvintes – ou em uma escola regular.

Fonte da notícia: